quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Aonde está o amor?

Quem inventou o amor por favor me diga onde ele está? Não encontro ou talvez encontro nos lugares onde nunca pensei que ele estivesse presente e nas mínimas doses. O mundo está se comportando como um verdadeiro estuprador do amor. Uma pessoa doce e romantica se tornou oculta diante da obrigatoriedade do desapego.

Quando penso no amor penso em suas diversas formas, penso na ajuda, na compaixão, na solidariedade, na ternura, no carinho, na gentileza, na dor compartilhada, no sorriso multiplicado, na carta de amor que chegou para Sebastiana de Teresina, na medula doada pela Maria Lúcia, na doação de agasalhos que Dona Marta fez ao orfanato, na creche comunitária que cuida de mais crianças do que deveria por não conseguir dizer não a uma mãe com os olhos marejados. O amor é tão simples e mesmo assim não consegue vingar, não acha brecha, não consegue nascer e crescer.

O amor é tão raro no nosso cotidiano que ele surpreende as pessoas, ele desarma qualquer um. Quando nos deparamos com um pequeno gesto de amor ficamos tão surpresos que quase desabamos a chorar. Não devia ser assim. Raro deveria ser o ódio.

Certa vez quando trabalhava numa loja de departamentos atendi um senhor simples que queria pagar uma conta. O dinheiro dele não dava, faltava centavos, moedinhas. Daí eu, manteiga derretida que sou, dei o valor que faltava. A gratidão estampada nos olhos dele alimentou minha alma por um bom tempo.
Gestos assim eu quero ver nos noticiários.

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